Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Na Obscuridade

Como se uma palavra fosse denominar toda a perplexidade que está subtraindo a lentidão momentânea por mim experimentada.
E com palavras perfeitamente encontradas, ela pensa que fazerá toda a diferença. Já dizia ‘ A quem muito pensa, muito é cobrado’.
Me encontrava, ao lado de seis horripilantes, como denomino o ser vivente e fedento, curtindo a brisa de uma calma e solitária noite. E muito ainda me foi cobrado e servido. A perplexa calma ainda me tomava conta.
Alguns passos e se vai a sensatez aguda de uma cultura mal fabricada. Umas pontas enferrujadas. Algumas brilham como trovão.E se fosse com passos de Blues?
A calma que trago na alma, me valeria os sóis que não amanheceram.

E.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Que muniituuu

.....
...
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Esquina paranóia delirante. Eu to na paz.....Paranóia delirante. Eu to na paz....

..
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Aii..

..
....
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Eu hoje me embriagando de wisky com guaraná..

..
..
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Sorry..I´m gonna fly again.............................................................................

E.

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Mal?

Normal
Nor - Mal
Anormal
A -Nor - Mal
Há No Mal...

Há no mal
Beleza,
Leveza,
Pureza.
Não mais anormal do que possa ser
Pensar no mal.
Mal real
Que me cerca
E me ronda como um animal irracional,
Sem mal,
Só instinto de sobrevivência.
O mal é necessidade.
É nossa vivência.
Está na consciência
Que a ciência não pode explicar.
Necessário torna-se o mal
Para entender-se o Bem
Que ninguém tem sem
Ter o mal.
Sou o Bem e o Mal.
Sou mais mal que bem.
Bem aprendo a fazer o mal.
Mal entendo cometer o bem.
Sem desculpas para o mal e
Sem culpas para o bem.
Sei fazer o mal.
Quase nada sobre o bem.
Só é o mal que me ensina
Sobre o bem,
Nem sei.
O bem brota do mal,
Da vontade de parar de faze-lô.
Então, se náo mais faço o mal
Acho que começo a entender o bem.
Bem pra mim.
Enfim, menos mal pra fazer
E mais bem para cometer
E tentar compreender o que é bem
Num mundo mal.
Mas que num tempo será de bem.
Aí, será quando cortarmos
As raízes do mal
(Terá que ser pela raíz!)
Extirpando todos os seus vestígios
Da raça humana
que se tornará pura
E pronta
Para se implantar
A verdadeira semente,
Aquela que não é do mal,
Aquela que não mente,
Que é decente.
E estará presente no consciente
Do mundo que
Um dia foi mal e
Hoje é de bem.
Isso é só utopia,
Bem sei,
Mas a esperança não perco
De ainda ver o bem acima
Do mal que hoje reina.
E só reina porque
Nós permitimos.
Por ignorância
De náo querer
Enxergar
Que o bem é mais
Que é mais cooperar
Do que empurrar,
Que é mais você me ter
Ao seu lado
Do que do lado oposto,
Que é mais todos sermos
Do mesmo time e
Não termos adversários
Do que lutarmos uns contra
Os outros.
Precisamos nos juntar para
Combatermos o mal,
Exterminando-o
Pouco a pouco (e pelas raízes)
Para que possamos
Começar a cometer
O bem.
Bem que sonho com isso.
Utopia?
Pode ser,
Mas tenho esperanças
De ver isso acontecendo.
Sei que irá demorar,
Mas sou eterna,
(Minha alma é!)
Então, ainda verei
O bem reinando.
Não como tal sou agora.
Porém sei que ainda
Isso verei!
E o Bem
E não mais o Mal.
Só o Bem.
Amém.

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Incessante

Com toda razão que me cabe no inconsciente
Induzi-me a me entender por completo
E aceitar a nova concepção do meu ser

Da mesma maneira em que me vi entre poesias
Antes pouco exploradas por mim
Me vi envolta por um contentamento
Que os velhos tempos denominaram ‘amar’


Da mesma maneira que pouco sei sobre estrutura poética
A não ser que é algo fundamental
Nada sei sobre a essência do amor
Apenas que não vivo sem ele

Sempre tive sentimentos dispersos
Deturpados pelas concepções sociais
Nunca consegui me encaixar em denominações pré-estabelecidas
E como que em uma corda bamba, lá fiquei
No meio do caminho

No exato momento em que me vi capaz
Concretizei internamente minhas verdades
Deixando-me ser encharcada por completo
Por todas as crenças por mim definidas

Foi ao encontrar um amor
Capaz de me levar ao ápice mil vezes por mil noites
Tendo-o tocado apenas em uma manhã.
Que compreendi o que os velhos tempos denominaram sendo ‘amor’.

E.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Andanças

A calma. Ela sim me foi tirada.
Andando por mil ruas. Caindo em dezenas de becos.

Não que tenha vivido todas as aventuras por mim contadas.
Mas me fiz onipresente a cada momento em que permiti minha imaginação ir além.

Se te contares, meu caro.
Não irás acreditar em minhas doces palavras.
Me foram arrancados litros de sangue e inseridos a cada segundo gramas de memória.

Em cada pêlo do meu corpo, está marcado os amores por mim derrotados.

Crescem a cada dia, como um tormento eterno.
Dói-me na alma saber que, por mais que eu tente arrancá-los, num próximo dia lá estarão, regenerados.

Pior pensar que cravarei outra luta e terei mais um poro aberto.

Uma constante, sem variações.
A vida não me deixando seguir meus caminhos de evolução.

A calma. Ela sim me foi tirada.
E com ela, meu eterno karma.

E.

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Desfeita

Devo me conter.
E comigo todas minhas páginas arrancadas, que um dia hei de ter um leve interesse em queimá-las.

Minhas veias que por mim arrancadas num leve toque de desespero.
Foram-se inchando a cada momento em que não se encontravam mais em lugar algum.

Perdida num vácuo insolente.
Repleta de pedidos e quereres que me fundiam a alma. Calejada de dissabores e almejada por impurezas geniosas.

O gosto carnal disfarçado de amor passional.
Não me deixando acalmar pós tantos anos mentidos, envolvida por sentimentos transloucados que me fizeram juntar-me em uma só.

Fazia gosto em ser duas. Repartir-me em quatro.
Todas minhas ânsias apertadas num canto na boca, se dissolvendo com o ácido de minha saliva, repugnando meu olfato.

Posso ser assim.

Sou mais confiante quando me disponho a não ser além mais do que simplesmente eu.

Acalanto-me com as esferas pigmentadas.
Faço-me calma no distante das cores que um dia me foram desejada.
E rimas conexamente encontradas que me perguntarão um dia ‘que eu que fui eu’

E.

Sexta-feira, Outubro 20, 2006

..de querer entender

Não..
Mas nem quero mais pensar, que tento acreditar que tenho outro amor.

E nem..
Me atrever a não entender que você é meu único e mais amado.

Posso saber que tudo é uma verdade
Querendo que caiba de um modo confortável;
Esse desespero insolente tomando conta de todos os meus poros entupidos.

Me atrevendo a dizer um sim..
E te colocando inteiramente em minha alma
Arrancando como com uma faca sem corte, toda essa dor, que é saudade

Sentindo maior.
Sentindo melhor.
Preocupando meus sentidos.


E.